Edição 1 | Fatores Psicossociais na NR 1: O que é, como identificar e o que fazer: Tema Assédio
- MAGNO AMORIM
- há 2 dias
- 3 min de leitura

Muitas empresas ainda têm dúvidas sobre quais fatores de risco psicossocial estão sendo exigidos pela NR 1.
Por isso, iniciarei uma série de newsletters para ajudar você a compreender quais são os 13 fatores psicossociais, seus impactos e como nossa equipe pode apoiar sua empresa na identificação desses riscos e no desenvolvimento de ações estratégicas de prevenção e promoção da saúde e segurança psicológica no ambiente de trabalho.
Antes de tudo, é importante esclarecer:
Quais são os fatores de risco psicossocial que precisam ser avaliados no ambiente organizacional?
São eles:
Assédio de qualquer natureza no trabalho
Falta de suporte/apoio
Má gestão de mudanças organizacionais
Baixa clareza de papel/função
Baixas recompensas e reconhecimento
Baixo controle no trabalho / Falta de autonomia
Baixa justiça organizacional
Eventos violentos ou traumáticos
Demandas insuficientes no trabalho
Excesso de demandas / Sobrecarga
Maus relacionamentos no ambiente de trabalho
Trabalho em condições de difícil comunicação
Trabalho remoto e isolamento
Começaremos pelo 1º fator de risco psicossocial:
1. Assédio de qualquer natureza no trabalho.
O assédio impacta diretamente a cultura organizacional. Ele pode construir a percepção de um ambiente permissivo, desrespeitoso, com ausência de canais seguros de denúncia, liderança despreparada e uma comunicação marcada por agressões explícitas ou veladas, muitas vezes disfarçadas de “brincadeira”.
Perguntas estratégicas que você precisa se fazer:
Já ocorreram piadas, insinuações ou brincadeiras inapropriadas na sua empresa?
As pessoas se sentem seguras para relatar situações de assédio?
Existe um canal de denúncia estruturado, sigiloso, imparcial e acompanhado?
O RH é percebido como um espaço seguro para esse tipo de relato?
Essas perguntas ajudam você a ter uma ideia do cenário atual da sua organização.
Se as respostas não forem boas, há um trabalho urgente a ser feito. Até maio, ainda é possível estruturar ações que reduzam a percepção e o risco desse fator dentro da sua empresa.
Um diagnóstico técnico e preciso evita desperdício de recursos. Muitas organizações estão investindo altos valores em ações genéricas, sem direcionamento estratégico. Nosso trabalho começa pelo levantamento estruturado dos riscos e, a partir dele, definimos intervenções personalizadas.
Alguns exemplos de ações para mitigar esse risco (sempre considerando a realidade específica de cada empresa):
Programa estruturado de prevenção ao assédio moral e sexual
Implementação ou reestruturação de canal sigiloso de denúncias
Formalização e divulgação de políticas internas de conduta
Palestras educativas sobre prevenção ao assédio
Treinamento da liderança em gestão de pessoas e comunicação não violenta
Oficinas de fortalecimento da cultura de respeito e colaboração
Rodas de conversa e workshops direcionados
Acolhimento psicológico às vítimas
O que a empresa ganha com isso?
Maior engajamento
Aumento da produtividade
Retenção de talentos
Redução de absenteísmo
Segurança jurídica
Diminuição de afastamentos
Redução de prejuízos financeiros
Clima organizacional saudável e seguro
Se sua empresa apresenta risco alto ou crítico nesse fator, a intervenção precisa ser imediata. A negligência pode gerar adoecimento físico e psicológico: distúrbios do sono, irritabilidade, estresse crônico, transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade generalizada e depressão.
Se o risco estiver baixo, o foco deve ser a prevenção contínua. Organizações são formadas por pessoas. E pessoas mudam. Por isso, o monitoramento precisa ser constante.
Este é o primeiro de treze episódios em que explicarei cada fator psicossocial, como identificá-lo e quais ações podem transformar o ambiente de trabalho. Fica aqui comigo, curta e compartilhe esse material, irá ajudar seus colegas.
Se você deseja agir com estratégia, precisão e segurança técnica, agende uma reunião com nossa equipe e entenda como aplicar isso na sua empresa.
Faltam apenas 2 meses. A preparação precisa começar agora.

Psicólogo Clínico
(11) 9.7454-2963
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